Recentemente (março/09), a mídia nacional divulgou um caso tremendamente triste que também causou uma comoção nacional, mas que logo foi esquecido pela mídia e pela sociedade. Trata-se do aborto, conforme previsto na lei, que interrompeu a gravidez de uma menina de apenas 9 anos, que sofria abuso sexual pelo padrasto desde os 6 anos de idade.

O caso tornou-se ainda mais doloroso e com grande repercussão internacional, diante das declarações do arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, que decidiu excomungar a equipe médica e todos os envolvidos no procedimento. Somente o padrasto da menina ficou livre da tal excomunhão. Os médicos declararam que a menina corria um alto risco de vida, considerando a sua idade e pelo fato de ser uma gravidez  de gêmeos.

A imprensa publicou que  “a decisão do Arcebispo teve repercussão mundial. No site da rede britânica BBC, a noticia foi a mais lida durante a quinta-feira. A rede Foxnews noticiou a excomunhão, citando a entrevista do arcebispo à TV Globo, e lembrando dos casos em que o aborto é permitido no Brasil. O espanhol El Pais, ressaltou que no Brasil os assuntos de Estado não costumam se misturar com os de igreja. Em sua página, o New York Times citou que o aborto legal foi realizado a despeito da oposição da igreja. A decisão do bispo católico foi noticiada até no Karachi News, do Paquistão, país de maioria muçulmana.”

Segundo o dicionário Aurélio, a palavra “excomunhão” significa “censura eclesiástica que afasta alguém da comunhão dos fiéis.Esconjuro, maldição e praga”. O caso em tela, além de demonstrar uma drástica situação social, familiar e ética em que se encontra a nossa gente e o nosso povo, revela particularmente o epicentro desta crise, qual seja, a questão espiritual da nossa sociedade, que hoje é o grande desafio para a igreja de Cristo.

Casos como este não podem ser esquecidos pela sociedade.Vale a pena refletir sobre o papel da família, da justiça e principalmente da igreja nestes tempos desafiadores. Qual a fundamentação bíblica para a “excomunhão”? – Caso triste este!

Que Deus tenha misericórdia de nós!