Vez por outra, sempre surgem  “vozes” que se levantam e nos surpreendem a todos, fazendo declarações na imprensa em “nome” dos ou “sobre” os evangélicos no Brasil. Agora vemos surgir também os “anti-declarações”, que há alguns anos falavam como se fossem donos da verdade ou até mesmo, donos dos evangélicos, mas como cairam em desgraça e hoje não são mais procurados pela imprensa, querem de qualquer maneira, aparecer no conjunto dessas “vozes”, ainda que seja para condenar de maneira “desbocada”, os que se proclamam como novos “porta-vozes” deste segmento religioso.

Hoje, o contingente de evangélicos no Brasil é significativo e crescente. Por isso mesmo, se denominar “porta-vozes” desse segmento da sociedade para alguns é muito importante, pois isso representa espaço na mídia, status e até força política. Como evangélico histórico de berço, não credenciei ninguém para falar em meu nome. Nunca passei procuração para ninguém neste sentido e o mesmo sei que acontece com todos os demais evangélicos.

Por outro lado, não é difícil identificar grupos e organizações interessados em provocar uma verdadeira confusão interna entre os chamados evangélicos do Brasil, para que os mesmos percam a força que estão conquistando, alterando significativamente o perfil da considerada a “maior nação católica do mundo” e assim mudando o “status quo” desse país. Esse avanço é irreversível no Brasil!

Acredito que independentemente das práticas e custumes; das interpretações teológicas e das liturgias adotadas por este ou aquele segmento religioso evangélico, alguns conceitos formam os pilares que nortearam a reforma protestante do século XVI, por Martinho Lutero e a publicação de suas 95 teses e que, até hoje, são defendidos por todos os evangélicos, os quais são: SOLA FIDE (somente pela fé) — A salvação se dá somente pela fé em Jesus Cristo como Salvador. SOLA SCRIPTURA (somente a Bíblia) — A Bíblia contém todo o conselho de Deus para o pensamento e para a vida do cristão. SOLUS CHRISTUS (somente Jesus) — Não há nenhum mediador entre Deus e o homem, seja para a salvação, seja para a intercessão, além de Jesus.

Deus está fazendo a sua obra no Brasil, usando denominações e segmentos evangélicos diferentes. A  voz dos evangélicos ressoará bem alto, pelos próprios evangélicos, enquanto adotarmos o Evangelho como a nossa bandeira, a Bíblia como a nossa única inspiração, a oração como a nossa arma, o Espírito Santo como o  nosso penhor e o Céu como o nosso destino. Amém!