Durante décadas o segmento religioso evangélico se manteve excluído do processo político do Brasil.  Nos últimos anos, com o crescimento das denominações evangélicas no país com potencial para definir eleições, como é o caso do que estamos presenciando nas eleições deste ano, políticos e partidos se aproximam dos evangélicos e daqueles que se apresentam como líderes dos mesmos. Esta atitude tem revelado um lado triste na postura de alguns pastores que se deixam envolver pela política.

Hoje, com o advento da internet e dos demais meios de comunicação, as notícias são divulgadas tão rapidamente que causam espanto àqueles que acessam essas informações.

É triste constatar videos e declarações de pastores que se acusam mutuamente, ainda que declarem que estão fazendo isto como cidadãos e não como líderes religiosos que são.

 Como já tem sido dito, nós, os cristãos, compomos o único exército que atira contra os seus próprios soldados;  e isto, com certeza, entristece o povo de Deus e o Senhor da Igreja de Cristo. O pastor tem sim a responsabilidade de orientar o seu rebanho, porém ao assumir uma postura partidária, toda a sua orientação é questionada exatamente porque fica evidente que tal partidarismo reflete seu pensamento particular, deixando margem para outras interpretações e interesses.

 Acredito que, quanto a este tema, o melhor que um líder religioso tem a fazer é se posicionar conforme a orientação da palavra de Deus, que declara:

 “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus. Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.”

 (Romanos 13:1,7,10,12; 14:5,8,12,13)