Lí recentemente uma crônica de Luis Fernando Veríssimo, intitulada “Brincadeira”, onde ele relatava o seguinte: “Tudo começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse: – Eu sei de tudo. Depois de um silêncio, o outro disse: – Como é que você soube? – Não interessa. Sei de tudo. – Me faz um favor. Não espalha. – Vou pensar. – Por amor de Deus. – Está bem. Mas olhe lá, hein? Descobriu que tinha poder sobre as pessoas. – Sei de tudo. – Co-omo? – Sei de tudo. – Tudo o quê? – Você sabe. – Mas é impossível. Como é que você descobriu? A reação da pessoa variava. Algumas perguntavam em seguida: – Alguém mais sabe? Outras se tornavam agressivas: – Está bem, você sabe. E daí? – Daí, nada. Só queria que você soubesse que eu sei. – Se você contar para alguém, eu… – Depende de você. – De mim, como? – Se você andar na linha, eu não conto. – Certo. Uma vez, parecia ter encontrado um inocente. – Eu sei de tudo. – Tudo o quê? – Você sabe. – Não sei. O que é que você sabe? – Não se faça de inocente. – Mas eu realmente não sei. – Vem com essa. – Você não sabe de nada. – Ah, quer dizer que existe alguma coisa para saber, mas eu é que não sei o que é? – Não existe nada. – Olha que eu vou espalhar… – Pode espalhar que é mentira. – Como é que você sabe o que eu vou espalhar? – Qualquer coisa que você espalhar será mentira. – Está bem. Vou espalhar. Mas dali a pouco veio um telefonema: – Escute. Estive pensando melhor. Não espalha nada sobre aquilo. – Aquilo o quê? – Você sabe….”

Na vida do verdadeiro cristão a postura deve ser totalmente contrária a esta, pois o próprio Jesus Cristo nos adverte dizendo: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno”(Mateus 5:37), e Tiago acentua: “Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim sim, e o vosso não não, para não cairdes em juízo.”(Tiago 5:12). Tenha cuidado com as suas brincadeiras!