A virtude de ter paciência parece não ser possível a todas as pessoas, pelo menos é o que pensamos e afirmamos, talvez porque inconscientemente, queremos justificar em nós mesmos, esta falha na resolução de situações que enfrentamos.

Quando não somos bem sucedidos na virtude da paciência, até usamos o jargão popular: “Eu não tenho paciência de Jó”, sem nem mesmo conhecer ou refletir sobre os episódios vividos pelo próprio Jó, conforme o relato bíblico.

Alguém já declarou que a paciência em nossa sociedade parece ser uma virtude, que é a cada dia mais difícil de ser encontrada. Vivenciamos em nossos dias um corre-corre, tanto em casa, como na rua, no trânsito, no trabalho, na igreja e em tudo que nos propomos realizar e, talvez por isso mesmo, cada vez mais, a industria da tecnologia procura desenvolver equipamentos cujo objetivo é facilitar a vida do cidadão; porém, estes não nos garantem a paciência de que tanto precisamos e assim, continuamos mais e mais impacientes ao ponto de alguns exclamarem: “Paciência tem limites”.

Na Bíblia encontramos vários textos que nos exortam à prática da paciência. O salmista mesmo declarou: “Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência” (Salmos 37.7). Somente com paciência é possível superar as reações puramente carnais que em muitas ocasiões parecem querer nos dominar, razão pela qual o sábio Salomão nos aconselha: “Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade” (Provérbios 16.32).

O desafio que temos como cristãos é o de exercitar a nossa conduta, vencendo por meio da oração, conforme a recomendação do apóstolo Paulo, quando diz:  “Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes.”(Romanos 12:12). Que Deus assim nos abençoe! Amém!