A PÁSCOA E OS CRAVOS

Nesses dias em que os cristãos de todo o mundo comemoram a Páscoa e relembram o sofrimento e a morte de Jesus Cristo no calvário, somos desafiados a refletir sobre o significado daqueles acontecimentos.

Para nós, que pertencemos a esta sociedade contemporânea, torna-se difícil visualizarmos o significado dos “cravos” que foram usados na crucificação de Jesus Cristo, pois esta realidade está muito distante dos nossos dias e sempre que pensamos neste quadro, o associamos aos “pregos”; porém, os “cravos” eram bem diferentes, e faziam um estrago bem maior no corpo daquele que era condenado a este tipo de morte.

Os “cravos da cruz” não eram cilíndricos, finos e pontiagudos como são os “pregos”, pois eram feitos sem a tecnologia que existe nos dias atuais. De maneira rústica os “cravos” eram preparados, não eram torneados e formavam uma espécie de cunha, com uma extremidade mais larga e a outra mais fina, que ao ser usado no corpo humano rasgava o tecido, causando por isso mesmo uma dor cruel e desumana.

Foi esta a realidade que Jesus Cristo experimentou na cruz do calvário. As suas mãos e os seus pés foram perfurados e rasgados. A Bíblia revela que ele “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:7-11).

Páscoa do hebraico “pessach” (“passagem”), para os judeus, o fim da escravidão no Egito e o início da libertação em direção à terra prometida. Páscoa significa liberdade e vida. Jesus Cristo é a nossa Páscoa, pois foi ele que, com a sua morte, pagou o preço de sangue e  nos libertou do pecado, para uma nova vida “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Col. 2:14.15).

Agora sim, podemos celebrar uma feliz Páscoa com Cristo Jesus, o nosso Salvador, que sofreu com os “cravos da cruz”. Amém.

Sobre Vitor Hugo Mendes de Sá

Vitor Hugo Mendes de Sá é casado com Linéa Dias Mendes de Sá e tem duas filhas: Juliana e Mariana. É pastor por mais de 34 anos, evangelista, formado em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Tem cursos em clínica pastoral, capelania hospitalar, pós-graduação Latu Sensu em ciências políticas e educação(UNB), Liderança avançada pelo Instituto Haggai. É também, Bacharel em Direito(FDCI). Tem sido orador de conferências no Brasil e no exterior. Pastor da Primeira Igreja Batista na Penha-RIO. Autor dos livros: Orando com Propósito e Rompendo as Muralhas na Família, ambos publicados pela MK editora.
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2 respostas para A PÁSCOA E OS CRAVOS

  1. Vera Lúcia pereira dias disse:

    Excelente material. Riqueza de reflexão. Que Deus unja cada vez mês esse trabalho.

  2. IDERVAL PEREIRA RIOS disse:

    FICO FELIZ AO SABER QUE DEUS LEVANTA HOMENS COMPROMETIDO COM AS SUAS VERDADES E NOS TRAZ AS SUAS VERDADE OS NOSSOS CORAÇÔES QUE DEUS OS ABENÇÔE

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