Um estudo acadêmico que compara matar recém nascidos com o aborto, escrito por um time de cientistas em ética médica da Universidade de Oxford, na Inglaterra, tem causado intensa reação na Europa e na Austrália.

O estudo diz que o estatuto moral de um bebe recém nascido é equivalente ao de um feto, ou seja, nenhum dos dois tem as propriedades que justificam a atribuição do direito a vida a um individuo.

Para os autores, a definição de pessoa, significa um individuo que é capaz de valorizar a própria existência.

“Tanto o feto como o recém nascido, ambos ainda são pessoas em potenciais apesar de já serem seres humanos. Nenhum é realmente uma pessoa no sentido a um direito moral a vida”, diz o artigo.

A partir desta ideia, os estudiosos consideram que aquilo a que chamam de “aborto pós-parto”(a morte de um recém-nascido) deveria ser permitido em todos os casos em que o aborto também o é, incluindo os casos em que os recém-nascidos apresentam deficiências.

Assim, defendem que os pais deveriam ser autorizados a matar os seus filhos recém-nascidos caso nascessem com deficiências que não pudessem ter sido detectadas antes do nascimento.

A doutora Francesca Minerva, um dos coautores do artigo, tem recebido ameaças de morte desde a publicação do estudo.

“Gostaria de explicar que eu não estou aqui tentando criar uma nova lei ou sugerindo que os pais matem seus bebes. Isso é apenas uma discussão acadêmica,” Dr. Minerva disse a imprensa Australiana.

Entretanto para algumas organizações anti-aborto, essa publicação traz a luz ao que o aborto realmente é.

Para Anthony Ozimic, da Sociedade para a Proteção da Criança que Ainda Não Nasceu ou Protection of Unborn Chidren (SPUC), em Dublin, Irlanda, o que o artigo descreve como infanticídio, mostra realmente como o aborto foi criado como uma “cultura” de morte”.

Anthony se diz horrorizado com a sugestão de que deveria ser permitido aos pais matarem os recém nascidos para sua própria conveniência. Mas esse estudo mostra a lógica atrás do infanticídio e do aborto como sendo a mesma.

“Não há nenhuma diferença no status moral entre uma criança de um dia e uma criança um dia antes do nascimento,” acrescentou ele.

(FONTE: The Christian Post)