(Atos 17.1-16) – Em nosso texto encontramos Paulo indo à cidade de Tessalônica. Não o encontramos fazendo uma pesquisa para descobrir o que as pessoas queriam da igreja e, então, moldar seu ministério para satisfazer seus desejos. Não, ele não faz “marketing” da igreja. Ele não negocia a igreja. Ele leva a igreja, como ela é realmente, para o mundo dos negócios. Ele não traz o mercado à igreja; ele leva a igreja ao mercado. Ele dá a eles o que eles precisam, não simplesmente o que querem. Note bem sua pregação nessa cidade da Macedônia. Paulo está falando para nós, hoje.

1 – Em lugar de nos dizer para “evitar o contexto”, Paulo diz: seja expositivo! (v.2). Ele discutiu com eles com base nas Escrituras. Ele falou através das Escrituras de modo expositivo. O pastor precisa pregar a Bíblia por duas razões. A primeira, porque ele não é tão inteligente, esperto o suficiente, para pregar qualquer coisa mais. A segunda é porque ele é inteligente, esperto o suficiente, para não pregar qualquer coisa mais.

2 – Em lugar de nos dizer para “evitar confissões”, Paulo diz para ser “explicativo”. Ele explicou as Escrituras aos tessalonicenses. Paulo explicou a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo. Isto é o Evangelho.

3 – Em lugar de nos dizer para “evitar controvérsias”, Paulo diz para “ser explícito”. (v.3).Ele estava demonstrando a eles a partir da Bíblia. Thayer diz que a palavra grega neste texto significa “dar as evidências”. É a palavra usada pelos advogados que apresentam as evidências que permeiam os fatos de seu caso. Paulo não evita controvérsias. Ele explica, ele explicita, ele demonstra, que Jesus de Nazaré é o Cristo da fé. Ele apresenta as evidências.

4 – Em lugar de nos dizer para “evitar confrontação”, Paulo diz para “ser diligente, persuasivo”. Ele “foi com eles, persuadindo-os, e eles se juntaram a ele”. (v.2,4). Sua pregação confrontou seus ouvintes com a verdade do Evangelho e eles foram persuadidos a se comprometerem com o Senhor.

Conclusão:

O trabalho do pastor não é fazer “marketing” da igreja na pregação, junto à sociedade perdida, para ver o que ela quer e dar isso a ela. Seu trabalho como pastor é o mesmo que sempre tem sido para os pregadores do Evangelho, Seu trabalho é pregar de tal modo que você – pastor/pregador, leve a igreja ao mercado, penetre o mundo perdido, não com que ele quer, mas com o que ele precisa. E, quando assim fazemos, pode ser dito, de você e de mim, o que foi dito dos apóstolos muito tempo atrás: que nós também TRANSTORNAMOS O MUNDO”.

Fonte: THE PASTOR’S PRIMER                 

(O.S. Hawkins  – GuideStone – Tradução: Araúna dos Santos)