ORAR COM O CORAÇÃO 

“O Senhor diz: “Esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A religião que eles praticam não passa de doutrinas e ensinamentos humanos que eles só sabem repetir de cor” (Isaías 29:13 NTLH).

Quero desafiar você a orar com o coração. Nós temos vontade de orar, mas basta começarmos que nosso pensamento se dispersa. Imediatamente surgem lembranças de coisas a serem feitas, de pessoas que nos esperam, das conversas que tivemos e de tantas situações que nos esquecemos que estávamos orando.

Começamos a orar e paramos, desistimos e vamos fazer outras coisas.

Peçamos a Deus a capacidade de orar com todo os nossos sentidos.

Vamos sentir o gosto gostoso da oração, o cheiro suave da comunhão, ouçamos a voz de Deus, e percebamos o tato da mão divina em nossa cabeça assim nosso falar será ouvido por Ele. Oremos com o coração.

(Paulo Sória)

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O BRASIL PRECISA DE MUITA ORAÇÃO

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Crôn. 7:14).

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O CERTO DE DEUS

(Dra. Mariana Mendes de Sá)

Já perdi a conta de quantas vezes ouvi a expressão “vai dar tudo certo” de tantos queridos que me abraçam e demonstram carinho ao tomarem conhecimento da cirurgia a que serei submetida em alguns dias. Eu agradeço e digo “amém” em resposta, pensando: que o “certo” de Deus aconteça e a vontade dele se cumpra!

Hoje, o que eu sei é que o “certo” de Deus é que eu faça essa cirurgia visando a retirada de um dos 9 angiomas cavernosos (cavernomas) presentes no meu cérebro, que sangrou há 6 anos e tem crescido significativamente durante esse período. Não aceitar submeter-me a essa cirurgia mediante clara indicação divina para fazê-lo seria simplesmente desobedecer – e assim escolher não cumprir o “certo” de Deus.

O que acontecerá – ou não – depois da cirurgia eu não sei, mas posso afirmar categoricamente que hoje, obedecendo o orientar do Criador, a criatura que esse texto escreve de fato vivenciará o “certo” divino. Se o “vivenciar” representa vida ainda na Terra eu, simples criatura, não sei. É essa a minha vontade, apesar do anseio real e cada vez maior em encontrar-me com Cristo, meu Salvador? Sim! Eu ainda tenho sonhos e não sinto que o meu tempo aqui esteja tão próximo ao fim.

E por isso eu oro, juntamente a tantos outros que me conhecem ou não, pelo sucesso da cirurgia. Em relação a isso, uma nota à querida família em Cristo: quero que saibam que também tenho orado diariamente por vocês – que Deus os conceda em dobro o que pedem em favor de mim e da minha família.

Mas assim, ouvindo tantos queridos me dizerem, por vezes emocionados, que “vai dar tudo certo” passei a refletir sobre essa expressão, definindo a palavra “certo” como o seguinte acrônimo:

Cumprimento da vontade do Pai
Experiência de valor incalculável
Regeneração da fé
Transformação das prioridades
Obediência irrestrita

Agora sim posso dizer que tudo já deu certo e continuará dando:

1) Cumprimento da vontade do Pai

A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm. 12:2) e está se cumprindo, além dos caminhos dele, mais altos do que os nossos (Is 55:9) estamos trilhando.

2) Experiência de valor incalculável

Estamos vivendo uma experiência com Deus cujo valor não pode ser medido. E pode parecer estranho dizer, mas eu hoje afirmo com toda sinceridade: não trocaria essa experiência por nada! Digo isso porque tem sido a partir dela que humildemente tenho crescido, deixando para trás as coisas de menina (1 Co 13:11).

3) Regeneração da fé

Minha fé e a de muitos outros tem sido regenerada através do poder da oração quando percebemos que de nada temos controle. Afinal, o que dei primeiro a Deus, para que fosse recompensada (Rm. 11:35)? Mas ainda assim, Ele me perdoa quando a Ele clamo, ficando com seus olhos abertos e seus ouvidos atentos às minhas (nossas!) orações (2 Cr. 7:15).

4) Transformação das prioridades

Minhas prioridades são transformadas. “A dor é o megafone de Deus” (C.S. Lewis), e desde quando apresentei o AVC hemorrágico há 6 anos, quando Deus literalmente me obrigou a parar em uma UTI para escutá-lo, percebi que Ele não estava ocupando o primeiro lugar na minha vida. E assim, prioridades mudam, de forma que a cada convulsão que apresento desde então eu sou relembrada: “você é pó, mas eu te amo – busque primeiro ao meu Reino, e as demais coisas lhe serão acrescentadas” (Mt. 6:33). 

5) Obediência irrestrita

Finalmente, decidi obedecer irrestritamente para que, como Jesus orou antes de ser sacrificado por amor a nós, não seja como eu quero, mas como o Pai quer (Mt. 26:39).

Sendo assim, quero afirmar a poucos dias da cirurgia em que Deus vai operar a retirada deste cavernoma, que por tantas vezes denominei como o espinho que tenho na carne: Ele é Deus e Sua graça é tudo o que preciso, pois Seu poder é mais forte quando estou fraca (2 Co 12:9).

Finalmente, peço orações pelo meu marido e grande amor Joás, meus pais e maravilhosos conselheiros Vitor Hugo e Linéa, minha irmã e melhor amiga Juliana e seu esposo, meu querido cunhado Tiago. Tenho percebido que é fácil ser paciente nessas horas. Muito mais desafiador é estar, como eles estarão, na sala de espera.

Muito obrigada por estarem junto comigo nessa, escolhendo viver o difícil, mas inigualável CERTO do Pai. A Ele toda honra, glória e louvor hoje, durante a cirurgia e para todo o sempre. Amém!

EM TEMPO: 08/03/18
“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” (Salmos 136:1). Com alegria e gratidão a Deus, comunicamos que a Mariana teve ALTA do Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo, onde foi submetida a uma delicada cirurgia de cérebro. O neurocirurgião Profº Dr. Feres Chaddad e sua equipe foram grandemente usados por Deus, numa abençoada e bem-sucedida cirurgia de cabeça aberta de 11 horas de duração, resultando em mais de 40 pontos. Para os que tem solicitado os dados do Médico, por favor visite: www.fereschaddadneuro.com.br
Aproveitamos para registrar e agradecer a atenção e tratamento humano que nos foi prestado também, por todos os profissionais do Hospital. Como família, glorificamos a Deus e agradecemos as orações dos pastores, igrejas e irmãos, bem como a ajuda dos familiares, irmãos e amigos. Mariana, pela graça de Deus, não teve nenhuma sequela e agora, ao lado de seu esposo Joás Martins, prossegue no seu projeto de vida. Pedimos que continuem orando em agradecimento a Deus, suplicando o seu total restabelecimento. A Deus toda honra e toda glória e que Ele a todos abençoe ricamente!

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O DIREITO DE NÃO CRER

Tenho um profundo respeito aos ateus. E logo explico por que.
Há, pelo menos, dois tipos de ateus. O declarado e o tímido.
Chamo de declarado aquele que confessa seu ateísmo com sobriedade serena — compreendendo as fraquezas humanas que levam alguém a crer na existência de Deus, e até convivendo de modo amistoso com amigos que demonstram tal falta de racionalidade lógica ou de equilíbrio realista diante da vida — e o ateu que se manifesta sempre com evidente sarcasmo ou atitude de confronto, no mais apurado estilo de Richard Dawkins e Christopher Hitchens.

O ateu tímido, quase envergonhado do próprio ateísmo, é o agnóstico, como
Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade, para ficar restrito à área da literatura brasileira. Na argumentação agnóstica, como se sabe, a questão da existência ou da inexistência de Deus não possui comprovações científicas. Por isso, não há como abordá-la a partir de elementos confiáveis para a razão. Trata-se de um tema extemporâneo e irrelevante em nossos dias, quando os fenômenos têm explicações suficientemente naturais para desvinculá-los do sobrenatural. Sendo assim, que cada um, ateu ou não ateu, siga seu caminho sem maiores importunações.

Convivi durante a infância e a adolescência com um divertido ateu: meu tio Otávio.
Chargista da Folha da Tarde, vespertino do Estadão na cidade de São Paulo, ele era um boêmio inveterado e, talvez por força da profissão de caricaturista, dono de um bom humor imbatível, pronto a fazer troça, responder com ironia e tecer considerações de pontiagudo escárnio sobre qualquer assunto. Costumava afirmar que não temia ser mandado para o inferno devido à sua incredulidade porque — citando-o literalmente — o céu é um lugar muito monótono.

O filósofo Comte-Sponville justificou o ateísmo que professava por achar que a
ideia de um Deus perfeitamente compassivo e amoroso, que perdoa o pecador de todos os seus pecados e ainda lhe concede vida eterna para além da morte, é boa demais para ser verdade. De qualquer modo, o índice de ateísmo no mundo continua crescendo. Uma das últimas pesquisas, realizada em 2014 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, informa que 8.9% da população brasileira declara não crer em Deus. Por motivos diversos.

Agora voltemos à minha afirmação inicial: tenho profundo respeito aos ateus.
Em primeiro lugar, por uma questão de princípios. Acredito piamente no direito à
liberdade religiosa. Thomas Helwys, um dos primeiros líderes batistas na Inglaterra, anunciava que a liberdade religiosa se constituía na marca distintiva da modernidade. Por sua autonomia como indivíduo, o cidadão pode confessar o credo que desejar. Sem perseguições da parte do Estado. O princípio da liberdade religiosa estabelece a separação entre a Igreja e o Estado laico — expressão muito na moda hoje. Mas liberdade religiosa para crer em qualquer artigo de fé significa também liberdade para não crer ou não adotar nenhuma religião institucional. Liberdade do indivíduo para optar pelo ateísmo, se preferir. Sem que isso o transforme em um pária, numa aberração ou em um dessemelhante. Enfim, respeito profundamente os ateus porque são seres humanos livres para abraçar o ateísmo.

Em segundo lugar, respeito os ateus pela fé que professam. Uma fé admirável.
Se levarmos em consideração o pressuposto agnóstico, de que não há
considerações razoáveis a fazer em relação ao ser divino, concluímos que tanto a
afirmação quanto a negação da existência de Deus depende de uma iniciativa de fé. E é exatamente neste ponto que expresso meu respeito pelos ateus, pois só mesmo uma fé encorpada para propagar que tudo — universo, estrelas, planetas, montes,
florestas, oceanos, vida, organismos e inteligência humana — veio à existência de
maneira espontânea e aleatoriamente combinada.

Deus não é um objeto concreto para ser levado a um laboratório e examinado com
lâminas. Mas a fé é uma realidade factível. Pessoas creem. E pessoas vivem com
devoção a sua fé. Dessa maneira, em vez de falarmos sobre provas da existência de
Deus — como as cinco mencionadas por Aquino na Idade Média — é melhor
considerarmos os argumentos que levam pessoas a crer em sua existência. Teólogos costumam se referir aos argumentos ontológicos, cosmológicos, teleológicos e outros. Pessoas escolhem crer na existência de Deus à luz de argumentos como esses. E alguns escolhem não crer, por acharem que são argumentos inconsistentes.

A última palavra, entretanto, será sempre uma expressão de fé. Cremos que Deus
existe por causa disso, e disso, e disso. Ou não cremos que Deus existe devido a isso, a isso e a isso. As alegações finais são, inevitavelmente, uma opinião — e não uma comprovação peremptória e indiscutível — de um lado ou de outro. Ateus e crentes são muito mais parecidos do que aparentam. Nesse caso, ambos lançam mão da mesma ferramenta para elaborarem seus arrazoados. A ferramenta da fé. Para afirmar a existência de Deus é preciso fé. Para negá-la, é também preciso fé. Na ausência de provas finais e definitivas, a fé fala mais alto, como observou Paul Tillich: “a fé se justifica a si mesma e defende seu direito contra todos que a atacarem, porque ela só pode ser atacada em nome de uma outra fé — e este é o triunfo da dinâmica da fé: que toda negação da fé já e expressão de fé”.
Crer que há um Deus criador e que tudo se formou a partir de um ato divino, num
extenso processo de desenvolvimentos e evoluções, é uma declaração de fé admirável. Mas crer que não há um Deus criador e que tudo se formou ao longo de trilhões de anos, de modo voluntário e autodeterminante, é ainda mais admirável. É uma fé muito consistente e ardorosa, capaz de se posicionar acima do bom senso e da lógica mais simples da causa e efeito. Respeito os ateus que a professam.

(Autor: Carlos Novaes)

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